

LAUDELINA VIVE
COLETIVO DE TRABALHADORAS DA BAIXADA SANTISTA
O Projeto Fortalecendo as Trabalhadoras Domésticas da Baixada Santista foi desenvolvido entre junho de 2025 e junho de 2026, tendo como objetivo fortalecer a organização coletiva das trabalhadoras domésticas da Região Metropolitana da Baixada Santista, promovendo sua formação política, o acesso à informação sobre direitos, a articulação regional e a construção de uma organização permanente da categoria. A execução do projeto foi estruturada em etapas complementares, envolvendo mobilização territorial, realização de encontros presenciais, atividades de formação, produção de materiais educativos, articulação institucional e consolidação de uma nova organização regional das trabalhadoras.
Apoio do Labora - Fundo Brasil
Foi fundamental não apenas pelo financiamento das atividades, mas por possibilitar um processo de fortalecimento organizativo com resultados que permanecerão após o encerramento do projeto. A experiência demonstrou a importância de que programas dessa natureza contemplem mecanismos de acompanhamento das organizações após o término do financiamento. Projetos de organização popular frequentemente resultam na criação ou fortalecimento de coletivos que, ao final da iniciativa financiada, entram em uma nova fase, marcada por desafios de gestão, sustentabilidade financeira, comunicação, mobilização de recursos e incidência política.
Mobilização regional
A primeira etapa do projeto concentrou-se na mobilização de trabalhadoras domésticas nos nove municípios da Baixada Santista. Para isso, foram realizadas articulações com lideranças comunitárias, sindicatos, movimentos sociais e organizações da sociedade civil, além da utilização de redes sociais, grupos de WhatsApp e contatos diretos para divulgação das atividades. Essa mobilização permitiu formar uma rede regional envolvendo mulheres com diferentes trajetórias profissionais, ampliando significativamente o alcance inicialmente previsto pelo projeto.
Comunicação e mobilização social
Durante toda a execução do projeto foram produzidos materiais de divulgação para redes sociais, releases para imprensa, registros fotográficos e conteúdos digitais destinados à mobilização das trabalhadoras e à divulgação das atividades desenvolvidas. A comunicação desempenhou papel fundamental para ampliar o alcance do projeto, fortalecer a identidade da iniciativa e aproximar trabalhadoras dos diferentes municípios da Baixada Santista.
Encontros territoriais
O principal eixo das atividades foi a realização de encontros presenciais nos municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista, sempre organizados em parceria com lideranças e organizações locais. Os primeiros 5 (cinco) encontros foram realizados na primeira etapa, os demais na segunda etapa do projeto. Quais encontros?
Mongaguá, em 18/10/2025: Discussão sobre cidadania, valorização profissional e participação política.
Itanhaém, em 26/10/2025: Reflexão sobre as especificidades do trabalho doméstico nas cidades turísticas da região.
Bertioga, em 26/11/2025: Fortalecimento da articulação regional e diálogo com organizações sindicais.
Cubatão, em 4/12/2025: Ampliação do alcance territorial do projeto, com foco em informação, proteção social e organização coletiva.
Peruíbe, em 06/12/2025: Avaliação coletiva do ciclo de encontros e definição dos encaminhamentos para a etapa seguinte
Santos, em 13/12/2025: Encontro com lideranças do projeto. O objetivo foi avaliar o processo desenvolvido até então, sistematizar os principais aprendizados produzidos ao longo das atividades e definir os próximos passos da organização regional das trabalhadoras domésticas.
Santos, em 28/03/2026: Assembleia de Fundação da Associação das Trabalhadoras Domésticas da Baixada Santista. Na ocasião, foram aprovados o Estatuto Social, eleita a primeira Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal da Associação.
Como atividade complementar, em 4 de dezembro de 2025, foi realizada uma roda de conversa com mulheres da Vila dos Pescadores, em Cubatão, a convite do Exército da Salvação. O encontro ampliou o alcance territorial do projeto, levando informações sobre direitos trabalhistas, proteção social e organização coletiva para um dos territórios mais vulneráveis da região. Ao longo desses encontros, foram promovidas rodas de conversa, oficinas, orientações jurídicas, debates sobre direitos trabalhistas, previdência social, igualdade de gênero e raça, economia do cuidado e fortalecimento da organização coletiva.
Formação e educação em direitos
Todas as atividades de formação foram desenvolvidas com base na metodologia da educação popular, valorizando a troca de experiências entre as participantes e a construção coletiva do conhecimento. Foram abordados temas como direitos das trabalhadoras domésticas, formalização do trabalho, proteção previdenciária, combate à informalidade, organização coletiva, participação política das mulheres e valorização do trabalho de cuidado. Como material de apoio às atividades, foi produzido o Guia de Direitos das Trabalhadoras Domésticas da Baixada Santista, reunindo informações jurídicas, orientações práticas e canais de acesso às políticas públicas, posteriormente disponibilizado também em formato digital.
Encontro Regional de Lideranças
Após a conclusão do ciclo de encontros territoriais, foi realizado, em 13 de dezembro de 2025, na cidade de Santos, um encontro reunindo representantes dos diversos municípios participantes do projeto. A atividade teve como objetivo avaliar o processo desenvolvido até então, sistematizar os principais aprendizados produzidos ao longo das atividades e definir os próximos passos da organização regional das trabalhadoras domésticas.
Fundação da Associação Laudelina Vive
Como resultado desse processo coletivo de mobilização e articulação, foi realizada, em 28 de março de 2026, na cidade de Santos, a Assembleia de Fundação da Associação das Trabalhadoras Domésticas da Baixada Santista – Laudelina Vive, na sede da Associação Cultural José Martí, que passou a servir como endereço de referência da nova entidade. Na ocasião, foram aprovados o Estatuto Social, eleita a primeira Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal da Associação.
Ao final do período de execução, o projeto havia constituído uma rede regional de lideranças, realizado atividades em todos os municípios da Baixada Santista, produzido materiais educativos, criado uma associação regional das trabalhadoras domésticas e ampliado sua inserção em espaços locais e nacionais de articulação política, estabelecendo bases sólidas para a continuidade das ações iniciadas com o apoio do Labora-Fundo Brasil.
Beneficiárias do projeto
As beneficiárias diretas foram principalmente mulheres que exercem atividades relacionadas ao trabalho doméstico e à economia do cuidado na Baixada Santista: empregadas domésticas mensalistas, diaristas, faxineiras, cozinheiras, cuidadoras, caseiras, aposentadas da categoria e mulheres dedicadas ao trabalho doméstico e de cuidados não remunerado. Nas doze principais atividades presenciais foi registrado um total de 300 participantes, que corresponde a participações registradas, e não necessariamente a pessoas diferentes. Quatro integrantes da equipe acompanharam sistematicamente as atividades e diversas lideranças participaram de mais de um encontro. Por rigor metodológico, o número de beneficiárias únicas foi informado como 250, após a consolidação das listas de presença. Além das beneficiárias presenciais, houve alcance indireto por meio da distribuição do Guia de Direitos, redes sociais, imprensa, eventos públicos e circulação dos materiais digitais, cujo montante foi estimado em 5.000 pessoas beneficiárias indiretas.
Eficiência Operacional e Metas | Meta Física vs. Execução Financeira
Encontros
Planejado: 9 encontros • Realizado: 12 atividades presenciais (33% acima do esperado).
Ajuste orçamentário justificado
O orçamento inicial de Mobilização era de R$ 13.500,00, mas foi expandido para R$ 15.000,00 para cobrir a infraestrutura das atividades extras.
Origem dos Recursos
Esse investimento a mais foi totalmente coberto pela economia gerada na rubrica de Recursos Humanos (que gastou R$ 1.336,82 a menos do que o planejado) e Material Gráfico.
Transparência e destinação do aporte
Eixos de Investimento
Recursos Humanos: R$ 23.663,18 (43,0%) — Coordenação, assessoria jurídica e de comunicação.
Mobilização Territorial: R$ 15.000,00 (27,3%) — Infraestrutura e locação para viabilizar 12 eventos de grande porte.
Materiais de Incidência: R$ 11.336,82 (20,6%) — Produção física e publicação da Cartilha Informativa.
Operacional: R$ 5.000,00 (9,1%) — Taxa de parceiro fiscal.
Governança: Prestação de contas auditada e homologada integralmente.
COLETIVO DE TRABALHADORAS DA BAIXADA SANTISTA
Núcleo: Paula Ravanelli, Djalma Sutera, Fabiana Oliveira e Bruna Gonçalves













